Da cadeira
Vejo meu espectro vagando pelo quarto
Que leva vontades nas costas
Que arranca a roupa preta da bela adormecida
E passeia com seus lábios
Degustando a pele estática
Botando em brasa o frio desejo
Escavando as pálpebras preguiçosas
Cornetando os ouvidos anestesiados
É só meu espectro
E eu aqui sentado.
Vejo meu espectro vagando pelo quarto
Que leva vontades nas costas
Que arranca a roupa preta da bela adormecida
E passeia com seus lábios
Degustando a pele estática
Botando em brasa o frio desejo
Escavando as pálpebras preguiçosas
Cornetando os ouvidos anestesiados
É só meu espectro
E eu aqui sentado.

Belíssimo poema. Não há comentário que possa expressar a magnitude dessas lindas linhas. Perfeito! Parabéns!
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