De um lado, rapazinhos rindo das figurinhas compradas, mascando uma exagerada quantidade de chicletes e balas, do outro lado, uma criança. Brincando com cola. Tirando pelinha da mão? Não, não... Era um saco inflado sem parar pra matar a fome, pra construir algo, um brinquedo talvez. Sua boca não sabia mais sorrir.
Era uma criança! Escura de pele, de alma e de sujeira. Em farrapos.
Cambaleando pra lá e pra cá avista algo: restos da feira, legumes cozidos de sol e frutas amassadas que um cãozinho simpático fareja.
Sentado no chão, o menino pede certa licença ao cão.
Os dois, contemplam o banquete descoberto, comem com vontades iguais.
Saboream sem reclame as frutas que o MEU cachorrinho...jamais comeria

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