I
quase que vivo
quase
vivo de medo
preso nessa construção
O sabor é amargo
doce quando sonho
em andar nú
e cochilar numa árvore
mas preso estou
assinarei diplomas
acumularei salários
e filhos
morrerei
ainda com o amargo na língua
De não ter fugido
não ter andado na entrelinha
não ter borrado o papel
daqui pra frente
tirarei dias inteiros
pra comer doces
da minha Ilusão

Ainda tem tempo de borrar o papel, de andar na contramão. Não tem?
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