terça-feira, 29 de setembro de 2009

Quando os galos cantam sua ópera.

Nunca gostei de frango na panela. Aquele frango ensopado, aquela água grossa onde bóiam miudezas, cabeça, asa, pé. Bom é empanado ou à passarinho. Nuggets é razoável.
Madrugada passada, madrugada cansada. Os galos me enfureceram. Acordei , corri ao banheiro, descarreguei as excretas e voltei para a cama. Os bichos já cantavam alto, sem parar, loucos, doidos, hiperativos. Pronto, minha mente não descansava mais, meus olhos não fechavam e um desejo cresceu em mim. Ódio puro! Morte aos galos. Desejei a morte, o sangue e a humilhação. Mal pensei que os culpados eram os meus vizinhos japoneses. Rolei na cama, a cama rodou. Eram seis e meia e peguei no sono.

Um comentário:

  1. KKKKK Benditos galos e malditos cantos na alvorada, sempre gostei de frango na panela, do mais simples ao mais sofisticado pedaço, mas briga era mesmo feito por ela: quem iria pegar a cobiçada muela?

    Adorei esse poema, traz lembranças da fazenda, dos vizinhos (que não eram japoneses) e dos galos com a cantoria saudando o sol. Não era à toa que eram todos galos da Índia.

    Parabéns pela seleção de seus escritos, são formidáveis!

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