terça-feira, 23 de junho de 2009


DIGITE O TEXTO CONFORME MOSTRADO NA CAIXA A SEGUIR

  1. Redd = nova tonalidade de vermelho
  2. Calne = expressão cínica que substitui "calma"
  3. Axings = Onomatopéia daquele tenebroso espirro do seu avô
  4. Quat = 3,76
  5. Squi = esporte radical
  6. Pentm = objeto que os indígena penteiam os cabelos "pente m"
  7. Nonus = resposta à pergunta: os padres andam nus?
  8. Woonma = grito de guerra dos Woons

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Deus sorri como um negrinho

versão lucônica


Vi um menino
parado na calçada
Hipnotizado
pela vitrine do céu
Terços, imagens
e um magro e feio
menino Jesus
Magro e acabado
como o menino na calçada
Esquecido, empoeirado
como o menino na calçada
Dois meninos
filhos de Deus
Estátua pobre
Pobre estátua
O que pensava o menino?
Pensava o menino?
E o que pensava Deus
do menino?
Pés colados na calçada
Parecia ver sua própria imagem
na vitrine.
Pobre e seu reflexo
e talvez um motivo
que lhe rendesse alegria
Ia embora cabisbaixo
o menino pobre
sem sua metade.
me levanto do caixa
em lágrimas
Vi os sujos dentes do menino
Ouvi sua p a..la v ras
Com os olhos
segui o pobrezinho
até perde-lo
Ia ele e seu Jesus
pra sua casa de papelão.

"a preguiça é um demônio"
"palavra e silêncio matam"
"somos, apenas somos"
"o medo é o deus dos infiéis"
"o amor é o engenheiro da saudade"
"o sexo é o alívio da alma"
"a liberdade é prova de necessidade"

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Curto Circuito

Me encontro neutro
na labuta dos inquietantes
pensamentos de sete cabeças
Ora amarela
ora negra
minha boca cambalea
saturada de contradições.
Pernas marcando o tempo
da minha solidão
Temo culpas fictícias
Choro pecados falsos
Meus olhos
olham só cores e formas
Vejo o branco vaso
e um rio da minha sujeira
indo embora pelo cano
Mastigo dores e unhas
e dedos calejados das
cordas duras
Só busco o Nada dentro
do meu vazio
Fecho janelas
portas e pálpebras
Deixo que raízes
cresçam no meu colchão

terça-feira, 2 de junho de 2009

A Santa Casa

Entre o corredores e dezenas de portas
vagam dores que alguém suporta
deixando um rastro, o dolorido eco
que transporta tristezas a alguém que espera

em alguma possível cadeira gelada de recepção,
detalhes otimistas de seu querido enfermo,
que revigora ou se decompõe no leito
observando a brancura e paciência das paredes.

mais iluminados, mais pacientes
são eles, engenheiros da vida
mecânicos da anatomia humana
dispostos a cumpriro dever que os chama

Os corações, dos anjos brancos ,
repletos de boas e más notícias
batem no ritmo frenético do seu dever:
prolongar a vida e atenuar a dor daqueles

corpos que as vezes sofrem.

Exparaísos Superficiais

Eram tempos tóxicos
corrida entorpecida
de jovem em busca
de uma impossível
existência metafísica


Doces Fumaças
Caminhos de Neve
Sintéticos Negros
Produtos da Dispensa


O tempo
derretido e comido de colher
O eco das palavras
desorganizadas.
A Antítese da verdade
Simples fuga.
Inconsequência hormonal interrompida.


São agora
outros tempos
Lúcidos
numa progressão geométrica
surreal, fantástica e
Puraa

Doses extremas de realidade
salpicadas de um Mol
de Imaginação

CROTALUS

Cuidado!
Auto Ajuda Explícita!
Tenham pena deles
No fundo, até te admiram
Não suportam serem
Menores que você
Precisam te eliminar
Afinal...você é o mais forte!
Mais adaptado.
Sinta-se nas nuvens
Tome decisões racionais
As deles que são instintivas.
Mas você...Você Pensa!
Sinta apenas
Não Cultive Ódio!

Zoo Maior com Sétima

Elis são como velhos amigos
humanos
Meu cachorro Chico
meu papagaio Ozzy
Minha salamandra Cássia
Meu macaco Barnabé.
Zumbi, meu outro cãozinho, lamacento.
Mingus, meu sapo.
Meu querido gato Oswaldo
Minha vaquinha Céu
ia me esquecendo...
tem meu terceiro cão, os espalhafatoso Bethoven
a aranha Janis
o peixe Franz
o lagarto Ferdinand
o morcego Kurt
Eric, o cabritinho
Esqueci também
do leão Bosco
do elefante João
do gorila Zeca
da girafa Marisa
dos besouros amarelos
todos os bichos e EU
navegando naquele incrível
Zeppelin
falando de tudo e de todos
Comendo Caju
lustrando móveis
rolando pedras
comendo nuvens
é pra chorar uma coisa dessas.
E olha que eu devo ter mais uns 5 mil bichos.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Vento, pode entrar
Deixo a janela aberta
pra ouvir você chegar
Bailam minhas folhas
voam poemas pelo quarto
Embaixo da cama, sob a fronha
O que veio buscar?
Já passei a vassoura
em toda a pele morta
Já aspirei a areia
de trás da porta
Devolvi aquele belo catavento
pro meu velho tio
Seu Preto Bento
O barquinho de papel
do aquário
Foi pro bucho do peixe Mário
Então, o que veio procurar?
Ah...deitado nessa rede
suado
melado
quente
agora eu sei porque veio amigo Vento:
pra acalmar meu poros
preu dormir mais refrescado
e nessa sesta preguiçosa
Sonhar mais sossegado.

PALAVRA!

Dependo da palavra
Nela durmo e sonho
Abro uma constelação
De idéias
Nada de vergonha!
A palavra abre a geladeira,
Deita no sofá,
No chão
Alegre, triste
Dói pensar em não te-la
Aqui comigo
Dependo da palavra
Nasci pra palavra
A MAIOR invenção da humanidade!

*Estado de Junho*


*Estado de Junho*
Ando num cio lexical
Gozando versos sem parar
Alguns poemas sujos
Outros imundos
Mas não paro, não paro.
Algo brilha no meu peito
remexe a consciência
molda meu caráter
Quilometros e toneladas de detalhes
não passam em vão.
Blocos de brinquedo
Sem manual de instrução
Meu poema é bruto, sólido
Minha poesia é frágil
uma rosa prestes a se despedaçar.

A Terrível Morte do Presidente I

*Alá, olha quem tá ali!
°Quem é?
*Olha uai!
°Tsc, cadê?
*Presta bem atenção no banquinho da direita.
°O caralho viu, não tô vendo.
*Cegueta da porra, segue meu dedo.

*Foi assim que perdi meu dedo.
Mágica, sei lá, inexplicável.
Meu amado Mínimo simplesmente descolou da minha mão e saiu saltitante
na direção do nosso querido presidente!

...continua