Eram tempos tóxicos
corrida entorpecida
de jovem em busca
de uma impossível
existência metafísica
Doces Fumaças
Caminhos de Neve
Sintéticos Negros
Produtos da Dispensa
O tempo
derretido e comido de colher
O eco das palavras
desorganizadas.
A Antítese da verdade
Simples fuga.
Inconsequência hormonal interrompida.
São agora
outros tempos
Lúcidos
numa progressão geométrica
surreal, fantástica e
Puraa
Doses extremas de realidade
salpicadas de um Mol
de Imaginação
terça-feira, 2 de junho de 2009
CROTALUS
Cuidado!
Auto Ajuda Explícita!
Tenham pena deles
No fundo, até te admiram
Não suportam serem
Menores que você
Precisam te eliminar
Afinal...você é o mais forte!
Mais adaptado.
Sinta-se nas nuvens
Tome decisões racionais
As deles que são instintivas.
Mas você...Você Pensa!
Sinta apenas Dó
Não Cultive Ódio!
Zoo Maior com Sétima
Elis são como velhos amigos
humanos
Meu cachorro Chico
meu papagaio Ozzy
Minha salamandra Cássia
Meu macaco Barnabé.
Zumbi, meu outro cãozinho, lamacento.
Mingus, meu sapo.
Meu querido gato Oswaldo
Minha vaquinha Céu
ia me esquecendo...
tem meu terceiro cão, os espalhafatoso Bethoven
a aranha Janis
o peixe Franz
o lagarto Ferdinand
o morcego Kurt
Eric, o cabritinho
Esqueci também
do leão Bosco
do elefante João
do gorila Zeca
da girafa Marisa
dos besouros amarelos
todos os bichos e EU
navegando naquele incrível
Zeppelin
falando de tudo e de todos
Comendo Caju
lustrando móveis
rolando pedras
comendo nuvens
é pra chorar uma coisa dessas.
E olha que eu devo ter mais uns 5 mil bichos.
humanos
Meu cachorro Chico
meu papagaio Ozzy
Minha salamandra Cássia
Meu macaco Barnabé.
Zumbi, meu outro cãozinho, lamacento.
Mingus, meu sapo.
Meu querido gato Oswaldo
Minha vaquinha Céu
ia me esquecendo...
tem meu terceiro cão, os espalhafatoso Bethoven
a aranha Janis
o peixe Franz
o lagarto Ferdinand
o morcego Kurt
Eric, o cabritinho
Esqueci também
do leão Bosco
do elefante João
do gorila Zeca
da girafa Marisa
dos besouros amarelos
todos os bichos e EU
navegando naquele incrível
Zeppelin
falando de tudo e de todos
Comendo Caju
lustrando móveis
rolando pedras
comendo nuvens
é pra chorar uma coisa dessas.
E olha que eu devo ter mais uns 5 mil bichos.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Vento, pode entrar
Deixo a janela aberta
pra ouvir você chegar
Bailam minhas folhas
voam poemas pelo quarto
Embaixo da cama, sob a fronha
O que veio buscar?
Já passei a vassoura
em toda a pele morta
Já aspirei a areia
de trás da porta
Devolvi aquele belo catavento
pro meu velho tio
Seu Preto Bento
O barquinho de papel
do aquário
Foi pro bucho do peixe Mário
Então, o que veio procurar?
Ah...deitado nessa rede
suado
melado
quente
agora eu sei porque veio amigo Vento:
pra acalmar meu poros
preu dormir mais refrescado
e nessa sesta preguiçosa
Sonhar mais sossegado.
Deixo a janela aberta
pra ouvir você chegar
Bailam minhas folhas
voam poemas pelo quarto
Embaixo da cama, sob a fronha
O que veio buscar?
Já passei a vassoura
em toda a pele morta
Já aspirei a areia
de trás da porta
Devolvi aquele belo catavento
pro meu velho tio
Seu Preto Bento
O barquinho de papel
do aquário
Foi pro bucho do peixe Mário
Então, o que veio procurar?
Ah...deitado nessa rede
suado
melado
quente
agora eu sei porque veio amigo Vento:
pra acalmar meu poros
preu dormir mais refrescado
e nessa sesta preguiçosa
Sonhar mais sossegado.
PALAVRA!
Dependo da palavra
Nela durmo e sonho
Abro uma constelação
De idéias
Nada de vergonha!
A palavra abre a geladeira,
Deita no sofá,
No chão
Alegre, triste
Dói pensar em não te-la
Aqui comigo
Dependo da palavra
Nasci pra palavra
A MAIOR invenção da humanidade!
Nela durmo e sonho
Abro uma constelação
De idéias
Nada de vergonha!
A palavra abre a geladeira,
Deita no sofá,
No chão
Alegre, triste
Dói pensar em não te-la
Aqui comigo
Dependo da palavra
Nasci pra palavra
A MAIOR invenção da humanidade!
*Estado de Junho*
*Estado de Junho*
Ando num cio lexical
Gozando versos sem parar
Alguns poemas sujos
Outros imundos
Mas não paro, não paro.
Algo brilha no meu peito
remexe a consciência
molda meu caráter
Quilometros e toneladas de detalhes
não passam em vão.
Blocos de brinquedo
Sem manual de instrução
Meu poema é bruto, sólido
Minha poesia é frágil
uma rosa prestes a se despedaçar.
A Terrível Morte do Presidente I
*Alá, olha quem tá ali!
°Quem é?
*Olha uai!
°Tsc, cadê?
*Presta bem atenção no banquinho da direita.
°O caralho viu, não tô vendo.
*Cegueta da porra, segue meu dedo.
*Foi assim que perdi meu dedo.
Mágica, sei lá, inexplicável.
Meu amado Mínimo simplesmente descolou da minha mão e saiu saltitante
na direção do nosso querido presidente!
...continua
°Quem é?
*Olha uai!
°Tsc, cadê?
*Presta bem atenção no banquinho da direita.
°O caralho viu, não tô vendo.
*Cegueta da porra, segue meu dedo.
*Foi assim que perdi meu dedo.
Mágica, sei lá, inexplicável.
Meu amado Mínimo simplesmente descolou da minha mão e saiu saltitante
na direção do nosso querido presidente!
...continua
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